Não existe pacificação perfeita, o direito media somente a subjetividade das vontades.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
ABOLIÇÃO JÁ
Em 13 de maio de 1888, princesa Isabel assinou a abolição da escravatura dos negros em solo brasileiro. Hoje, infelizmente, o Brasil precisa novamente passar por outra abolição, só que desta vez trata-se de uma forma tão violenta quando àquela impingida aos negros, é a escravidão econômica, onde o Brasil é o “negro” do senhor Estado Unidos da América.
O absurdo mais recente desse estado de escravatura foi a sentença prolatada pelo “navio negreiro” STF, onde aparentemente, após uma ameaça de retaliação econômica por parte daquele senhor, vulgo USA, foi decidido pela entrega do garoto Sean ao pai americano.
Após uma batalha jurídica nos tribunais, o garoto Sean hoje com nove anos, está novamente em terras americanas, sem ao menos ter sido ouvido. Até penso que talvez essa decisão seria o caminho natural, caso restasse provado que seria o melhor para o impúbere, entretanto, todas as vezes em que a segurança jurídica é aviltada, afrontada com negociatas político-econômicas, ou como no jargão do futebol, a decisão é tomada no “tapetão”, eu fico muito preocupado, pois resta a desconfiança de que a nossa soberania, não é tão soberana assim.
Resta-nos a indignação de continuar percebendo que os séculos passam e o brasileiro continua a ser tratado na força do grito, da chibata e do tronco.
Que Deus nos ajude, e que em algum momento surja uma nova princesa Isabel para nos livrar dessa escravatura, pois pelo andar da carruagem, nos o povo, os “novos negros escravos” ainda seremos muito castigados por um Itamaraty inerte e esbabacado, e um pretório excelso pouco atento.
Laiá laiá, Larala laraiá, santa escrava Isaura.
domingo, 6 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
Mais do mesmo....
Sem ter o que fazer da minha vida, arranjei um curso de "aprofundamento" em direito constituicional para fazer nos meus sábados pela manhã.
A maior dificuldade que sinto, nem é tanto o texto constitucional, mas as interpretações dadas à ele.
O professor, falando sobre a história evolutiva dos direitos fundamentais, em dado momento disse que o foco da constituicão mudou, onde, ao invés de blindar o Estado, passou a buscar a proteção do ser humano. Isso para mim parece lógico e evidente, entretanto, como diriam os físicos "toda ação gera uma reação". Assim, quanto mais o Estado - Poder - perdia espaço para o dito ser humano, menos interesse tinha nessa espécie.
Hoje, ainda diante das evoluções constitucionais, esse foco, segundo o mestre, além do interesse humano, abarca os interesses difusos, ou como alguns gostam de chamar, Transindividuais. Segundo seu juízo, as fronteiras foram abertas para a evolução das constituições transnacionais, que buscam a proteção do homem não somente como espécie mas também dos habitates além territórios.
Tudo muito lindo, tudo muito político, mas, da forma que eu vejo, o homem cada vez mais tem se tornado na sentença de Hobbes quando afirma que "o homem é o lobo homem".
As políticas Liberais, e neoliberais, tem feito surgir classes sociais abaixo do nível da probeza. Esses seres humanos, além de não serem alcançados pela constituição, são utilizados como gado, sendo levados ao matadouro da esperança através de planos e bolsas famílias, ficando acorrentados à forma de mendicância, que nada tem a ver com a assistência que realmente deveriam receber da tão badalada Constituição Cidadã.
Não nego que exista uma evolução no quadro, porém a mudança ocorre somente nos nixos onde existe um pouco de cultura e conhecimento dos direitos ditos fundamentais, e isso devemos agradecer aos nossos presidentes Fernandos - Collor e Henrique - Além do presidente mais sortudo que esse país já teve, o sr. Lula. pois para esses as classes D e E, são somentes números estatísticos, além de que segundo a Constituição, cada voto tem valor igual.
Esse é o Brasil, como diria o Renato Russo "um Estado que não é nação".
sábado, 12 de setembro de 2009
SÓ PARA PENSAR....
O que é verdadeiramente importante?
Como ser humano comum, tendo a pensar em coisas relacionadas com dinheiro, porém, tenho vivido dias em que sinceramente a afirmação anterior vem se esvanecendo.
Por algum motivo tenho me sentido mais idoso, não no sentido etário, mas na experiência. Pode ser impressão minha, mas tenho sentido como se as coisas, antes tão importantes, tivessem perdendo lugar para desejos mais triviais.
Percebi que durante toda a minha vida, eu venho tentando adaptar Deus dentro do meu contexto, ou seja, na minha interpretação. Por esse motivo, uma verdade precisa ser dita - Deus não é adaptável, não se rende ao meu desejo passional, nem se coaduna com “subornos espirituais”, para atender sonhos muitas vezes impróprios.
A crueldade, a maldade, e até mesmo a insanidade pecaminosa que se baseia na pretensa propriedade da herdade divina, vem se desenvolvendo de forma contumaz, beirando uma sedução lasciva com a morte.
Existem discussões infindáveis sobre a possibilidade ou não da perda salvação, quando na verdade deveríamos estar com os olhos voltados para os montes, em estado de espera do momento final. Utilizando esse período de contemplação para nos aproximar do Deus, que em breve virá.
A palavra é clara e objetiva quando no livro de João diz: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca." I João 5:18.”. Não podemos assim, sob a égide da graça, dar vazão à todas as nossas vontades, como se delas não fossem erigir malignidades. Não, a graça nos foi dada para a vida, não para a morte em vida. Não podemos fazer dela uma espécie de Habeas Corpus para nossas escapadinhas da santidade.
Como disse no começo, tenho me sentido mais cônscio, como se as coisas começassem a fazer sentido, entretanto, não quero aqui trazer algum tipo de julgo humano, muito menos, uma nova leitura para as palavras de Jesus, deixo isso para os exegetas, que habilitados e capacitados, já fazem isso em profusão. Quero apenas lembrar que a palavra fala de liberdade, não de libertinagem.
A liberdade permite viver os sabores da vida sem trazer peso, permite que eu desfrute da leveza adocicada do amor marital, sem angústias e medos, entretanto traz a responsabilidade de às vivermos na constância da santidade.
Logo, ser livre também é abster-se da vida desregrada, irresponsável e perturbada que às vezes nossas mentes e crenças querem nos mostrar como naturais.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Revista Bacamarte
Foi lançada no dia 1º de Maio a revista Bacamarte. É uma revista eletrônica voltada - como ela mesmo diz - pela democratização da literatura.
Nessa edição um conto de minha autoria foi publicado.
Visitem, leiam, pois, ler ainda é um ótimo programa.
O site é:
http://www.revistabacamarte.com.br/
Nessa edição um conto de minha autoria foi publicado.
Visitem, leiam, pois, ler ainda é um ótimo programa.
O site é:
http://www.revistabacamarte.com.br/
domingo, 19 de abril de 2009
Besteirol
O que é necessário para a convivência? Como e quando nos tornamos parte de um grupo? E principalmente como nos mantemos ou somos mantido nele.
Diziam os antropólogos e depois os operadores do direito que "o homem é um ser social". Essa observação tão óbvia, é tão gritantemente óbvia, que eu nunca havia pensado nisso. Estamos inseridos e incrustados na "sociedade" que nem percebemos o quanto isso nos afeta.
Nos relacionamentos também é assim, precisamos começar a enteder a liga que nos une ou nos separa. O que temos a oferecer àqueles que estão próximos de nós. Qual o elemento, qualidade ou defeito irá ser determinante para criar ou desfazer essa amálgama?
Eu, com certeza não tenho a receita de bolo, mas duas palavras se destacaram em minhas reflexões quais sejam unanimidade e unidade.
As duas mesmo fazendo parte da mesma raíz, são diferentes. Nelson Rodrigues dizia que: "toda unanimidade é burra", e isso tem uma razão de ser. Para se alcançar a tal dita unanimidade muitas vezes se faz necessário negociar, barganhar, adular, oferecer vantagens, demonstrar uma falsa necessidade. Agora, nos voltando para a unidade podemos refletir que a base da unidade é o objetivo comum, é mesmo que sejam mais de uma pessoa elas não se misturam, mas sim se homogenizam, não restando resíduos a serem dispensados ou filtrados, é olharmos para um e vermos não o outro mas o mesmo amalgamado.
Relações que se baseiam na unidade, terão possibilidades maiores de serem duradouras, entretanto correndo o risco de ser mal interpretado como contradizente de meus próprios pensamentos, quero dizer que a unanimidade não é de todo má. Precisamos fazer algo pelo outro, precisamos negociar nossos achismos, e às vezes perder, pois para que o bolo cresça é necessário o fermento, mas observem, sempre em pequenas quantidades, ou seja, preciso é que discordemos às vezes para que seja aperfeiçoada a mistura, assim depois de pronta não veremos mais os ingredientes mas o produto pronto, ou seja a nossa convivência com os outros.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Faz sentido.

Outro dia estava lembrando de um texto de Paulo aos Efésios "honra teu pai e tua mãe, para que tudo lhe vá bem e seus dias sejam prolongados na terra" (Efésios 6:2-3). Me perguntei porque ele não disse "ame teu pai e tua mãe". Essa pergunta ocupou minha cabeça durante alguns dias, até começar a perceber que o amor realmente a tudo suporta, tudo crê, tudo espera, entretanto, não enaltece ou glorifica o outro.
Honrar alguém é demonstrar respeito mesmo não amando, é se submeter em reconhecimento, é demonstrar que você, além de perceber o sacrifício do outro, exterioriza esse saber.
Um inimigo pode ir para o campo de batalha e estar disposto a matar seu inimigo, mas, mesmo nesse cenário a honra deve prevalecer. Não há que se conceber a tortura ou o vilipêndio do derrotado.
Homens, em tempos idos, se matavam pela honra, se degladiavam para mantê-la. Reis e príncipes partiam para outras terras em busca dela.
Faz todo o sentido que as nossas vidas venham a ser prolongadas por honrar nossos pais. Se assim não fosse a forma também de "pagarmos", pois segundo a definição do dicionário HOUAISS, honrar também significa - pagar a dívida -, e pagamos a nossa quando exaltamos nossos pais, quando vemos que eles cumpriram com zelo o trabalho de nos conduzir à vida em segurança.
Honrar pai e mãe é demonstrar a todos que o trabalho deles valeu a pena, por isso, Deus prolongará a vida deles, em uma vida longa em nós .
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